sexta-feira, 14 de maio de 2010
Carta ao sono
Ontem, mais uma vez, esperei por horas e você não veio.
Hoje, passei a manhã inteira irritada por causa disso. Aí, você me chega depois do almoço, sem a menor explicação, como se isso fosse normal, eu cheia de coisas para fazer e você querendo me levar para tomar um café.
Está querendo acabar comigo. É isso?
Uma amiga minha me abriu os olhos: nós dois estamos vivendo uma relação doentia. Eu estou me sujeitando aos seus horários e você esta desrespeitando os limites.
Não é porque eu vou pra cama com você que eu deixei de chefiar o órgão onde você exerce sua função.
Você tem faltado muito e estou cansada disso.
Quando não falta, demora para chegar e vem disperso, agitado, não ajudando em nada.
Eu preciso de você tranqüilo, cumprindo seu dever, todos os dias, oito horas por dia, igual a todo mundo. Ou não posso garantir o bom funcionamento da nossa unidade.
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